CISTO DE BAKER

CISTO DE BAKER

O cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo, é uma formação cística preenchida com líquido que se forma atrás do joelho. O líquido no interior do cisto é o líquido sinovial, que é o líquido lubrificante natural que temos dentro das nossas articulações. O cisto de Baker é uma causa frequente de dor no joelho e também de consultas com médicos ortopedistas. Os pacientes costumam ficar muito apreensivos com a presença de uma massa dolorida que apareceu e cresceu atrás do joelho. Em muitos casos o cisto é pequeno e assintomático e acabou sendo descoberto durante um exame de imagem que foi solicitado por outro motivo. O paciente descobre, lendo o laudo do exame, que ele tem um cisto no joelho. Cria-se o medo de que alguma coisa maligna, como um tumor ou câncer, possa estar se desenvolvendo na articulação. Felizmente o cisto de Baker é uma formação benigna e não há necessidade para preocupação.

FORMAÇÃO DO CISTO DE BAKER

O cisto de Baker é formado pela produção excessiva de líquido sinovial no interior do joelho. Uma pequena bolsa sinovial, a bursa poplítea, localizada na região posterior do joelho, entre os ventres dos músculos vasto medial e semimembranáceo, costuma ser a origem do cisto de Baker. A bursa poplítea se comunica com a articulação do joelho e o cisto se forma quando essa comunicação passa a fazer o papel de uma válvula, permitindo fluxo de líquido sinovial para dentro da bursa, porém dificultando o retorno desse líquido para a cavidade articular. O cisto de Baker pode ter vários tamanhos, podendo chegar a ter 10 ou 12 centímetros de diâmetro. Eventualmente o cisto pode ser bilateral. A região posterior do joelho é conhecida anatomicamente como região poplítea. O cisto de Baker, por esse motivo, também é chamado de cisto poplíteo.

CAUSAS

Em adultos o cisto de Baker normalmente se forma devido a um problema intra-articular como artrite, artrose, lesão da cartilagem e/ou lesão de menisco. Traumatismos e doenças reumáticas, como a gota e a condrocalcinose, que provocam intensa inflamação da sinóvia e produção excessiva de líquido sinovial, também podem ser a causa da formação do cisto de Baker. Em crianças pequenas o cisto de Baker pode se formar sem que haja um problema intra-articular. Os pais ficam muito aflitos quando notam um inchaço atrás do joelho dos seus filhos. Na maioria das vezes o cisto de Baker é assintomático nas crianças. Atletas que submetem seus joelhos a grandes esforços também podem desenvolver cistos na região poplítea do joelho.

DOR ATRÁS DO JOELHO

O paciente com cisto de Baker percebe que existe uma bola ou caroço atrás do joelho, que pode doer com os movimentos da articulação e, em certos casos, causar alguma rigidez. Cistos volumosos podem impedir a hiperflexão do joelho. Muitos pacientes não sentem dor e notam apenas um inchaço atrás do joelho. Há também um número significativo de pessoas que têm o cisto de Baker e não percebem a sua presença porque os cistos são muito pequenos e/ou indolores.

CISTO DE BAKER NO JOELHO

TROMBOSE

Existem casos onde cistos de Baker volumosos se rompem e o líquido sinovial que ele continha extravasa para a fossa poplítea e panturrilha, causando muita dor e inchaço na perna. O quadro clínico nesses casos é semelhante ao de uma trombose venosa profunda ( TVP ). O cisto roto acaba sendo diagnosticado nos exames que são solicitados para diagnosticar a possível trombose.

IDADE

Cistos de Baker podem surgir em pessoas de todas as idades, mas são mais comuns em pessoas acima de 60 anos de idade. Esse grupo etário é mais propenso a desenvolver o cisto poplíteo porque apresenta maior incidência de doenças inflamatórias e degenerativas do joelho, como a artrose. Cistos de Baker são comuns em mulheres da terceira idade que apresentam artrose nos joelhos.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

O exame de ressonância magnética é essencial para avaliar um joelho com suspeita de cisto de Baker. O exame é importante para identificar a presença do cisto e também diagnosticar se existem outras alterações comprometendo a sinóvia, cartilagem, ligamentos, meniscos, vasos sanguíneos e nervos. O exame também é muito importante para descartar outras patologias como tumores, aneurismas e trombose. O cisto de Baker, muitas vezes, é um achado de exame. Ele acaba sendo identificado num exame que foi solicitado por outro motivo que não a dor e/ou inchaço na região poplítea.

ECO DOPPLER

Cistos de Baker podem ser identificados em exames de eco doppler que foram solicitados para avaliação dos vasos sanguíneos dos membros inferiores. Nesses casos o cisto também costuma ser um achado de exame.

TRATAMENTO

O tratamento do cisto de Baker depende de vários fatores e o médico ortopedista especialista em joelho indicará o melhor tratamento para cada caso. Ele pode indicar apenas repouso e medicamentos anti-inflamatórios. Alguns casos podem precisar de uma punção para aspirar o líquido sinovial e esvaziar o cisto. Corticóides podem ser injetados no cisto, após a punção aspirativa, para diminuir o processo inflamatório e a formação de líquido sinovial. Naqueles casos onde o cisto é causado por uma lesão intra-articular, como uma lesão meniscal ou condral, o tratamento será uma cirurgia para corrigir a lesão que está provocando a formação cística. Essas cirurgias podem ser feitas por artroscopia. Em crianças pequenas o tratamento costuma ser apenas o acompanhamento periódico, uma vez que os cistos tendem a desaparecer sozinhos, com o crescimento, não havendo necessidade de um tratamento específico.

CIRURGIA

Cirurgias específicas para ressecção do cisto de Baker não são comuns e são indicadas apenas naqueles casos onde o cisto é muito volumoso e comprime as estruturas vasculares e nervosas na fossa poplítea. A cirurgia deve ser evitada porque o cisto volta a se formar, depois de ressecado, em mais da metade dos pacientes operados.

MÉDICO ESPECIALISTA

Pacientes com suspeita ou diagnóstico de cisto de Baker devem ser avaliados por um médico ortopedista especialista em joelho.

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