HIPERMOBILIDADE DA PATELA

HIPERMOBILIDADE DA PATELA

Hipermobilidade da patela é a condição médica ortopédica caracterizada pelo movimento excessivo da patela na tróclea femoral. A patela hipermóvel é mais frouxa ou mais solta do que o normal dentro do seu sulco no fêmur. A patela que se move excessivamente para os lados pode levar a episódios de deslocamento parcial ( subluxação ) ou até deslocamento total ( luxação ) do sulco troclear. Os sinais de hipermobilidade da patela variam desde algum desconforto na frente do joelho até quadros de intensa dor.

HIPERMOBILIDADE DA PATELA

A patela é o osso móvel localizado na frente do joelho. Antigamente ela era chamada de rótula. A função da patela é servir de fulcro para a alavanca formada pelo músculo quadríceps femoral, facilitando a extensão da perna. Num joelho saudável, a patela desliza suavemente na tróclea femoral, um sulco existente no fêmur distal entre os côndilos do osso. Com o joelho em extensão e a musculatura da coxa relaxada, a patela tem alguma mobilidade lateral dentro da tróclea femoral. A hipermobilidade da patela ocorre quando essa mobilidade para os lados é muito maior do que o normal. Em vez de ficar firme no seu sulco, a patela hipermóvel se move excessivamente para os lados, o que pode levar a episódios de subluxação patelar ou até luxação patelar completa.

HIPERMOBILIDADE PATELA

PRINCIPAIS CAUSAS

Nem toda patela hipermóvel tem a mesma origem. A hipermobilidade geralmente resulta de uma combinação de fatores genéticos, anatômicos e biomecânicos. As principais causas de a patela ser muito frouxa são: frouxidão ligamentar generalizada, displasia da tróclea femoral, patela alta, fraqueza muscular e mal alinhamento dos membros inferiores. Algumas pessoas nascem com ligamentos mais elásticos em todo o corpo, comuns em condições como a Síndrome de Ehlers-Danlos. A tróclea femoral por onde a patela desliza pode ser muito rasa ou plana, condição conhecida como displasia troclear. A patela alta é caracterizada pelo maior comprimento do tendão patelar do que o normal, fazendo com que a patela se articule acima do local ideal na tróclea. Fraqueza do músculo quadríceps femoral, especialmente do músculo vasto medial oblíquo, predispõe a patela a “fugir” do seu lugar. Joelhos valgos ( joelhos para dentro ou em X ) aumentam a pressão para o deslocamento lateral da patela.

SINTOMAS

Os sinais de hipermobilidade da patela variam de um leve desconforto a dores incapacitantes. Os principais sintomas de patela hipermóvel são: sensação de falseios, dor na frente do joelho, estalidos, crepitações e inchaço recorrente.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de hipermobilidade patelar é feito pela história clínica do paciente, exame físico do joelho e exames complementares de imagem. No exame físico da articulação, o Teste de Apreensão costuma ser positivo. O médico move a patela lateralmente e a reação do paciente é de desconforto e aflição, porque sente que a patela vai sair do lugar. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são solicitadas para avaliar a anatomia da articulação patelofemoral, a integridade da cartilagem e a integridade dos ligamentos patelofemorais.

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TRATAMENTO

A boa notícia é que a hipermobilidade da patela responde bem, na grande maioria dos casos, ao tratamento conservador, ou seja, sem cirurgia. O pilar principal do tratamento é a fisioterapia, com foco no fortalecimento dos músculos do joelho, glúteos e core. Joelheiras com suporte patelar podem ajudar a guiar a patela mecanicamente na tróclea femoral durante a prática esportiva, oferecendo segurança e conforto. A cirurgia é reservada para casos de luxações frequentes da patela ou falha no tratamento fisioterápico. Reconstrução do LPFM ( ligamento patelofemoral medial ) e realinhamento da tuberosidade da tíbia são os procedimentos cirúrgicos mais comumente prescritos pelos médicos especialistas.

DICAS PARA CONVIVER COM A HIPERMOBILIDADE

É possível viver bem com a hipermobilidade patelar com a adoção de alguns hábitos simples: evitar o sedentarismo, usar tênis com bom sistema de amortecimento para a prática esportiva e evitar alongamentos excessivos, principalmente se o paciente tem frouxidão ligamentar. Nesses casos o foco deve ser em fortalecer e estabilizar a patela na tróclea, evitando o ganho de flexibilidade.