
DISTROFIA MUSCULAR NO JOELHO
Distrofia muscular no joelho é a degeneração progressiva dos músculos ao redor da articulação causada por uma doença genética. A distrofia muscular não é uma condição única, mas um grupo de doenças genéticas diferentes que provocam degeneração progressiva dos músculos e, consequentemente, diminuição da massa muscular e fraqueza. Esse tipo de doença afeta as fibras musculares, mas as articulações acabam sendo afetadas pelas consequências biomecânicas da degeneração muscular. O paciente com distrofia muscular no joelho pode se queixar de dor, instabilidade e dificuldade para andar.
DISTROFIA MUSCULAR NO JOELHO
A distrofia muscular não é uma doença única, mas um grupo de mais de 30 doenças genéticas e hereditárias que causam fraqueza progressiva e degeneração dos músculos esqueléticos, que são aqueles que controlam os movimentos. Quando uma distrofia muscular compromete os músculos ao redor da articulação do joelho ( quadríceps, isquiotibiais e glúteos ), a estabilidade e os movimentos da articulação ficam comprometidos. O paciente apresenta marcha alterada ( andar diferente ), dificuldade para subir escadas, falseios, dor por sobrecarga articular e dificuldade para se levantar de uma cadeira. As distrofias musculares de Duchenne, Becker, das cinturas e miotônica são as que mais comumente afetam os músculos do joelho. As distrofias musculares são doenças que ainda não têm cura conhecida. O tratamento visa retardar a progressão da doença e melhorar a função muscular. No paciente que tem distrofia muscular, as fibras musculares dos músculos acometidos pela doença morrem e são substituídas por tecido cicatricial e gordura.
POR QUE O JOELHO É TÃO AFETADO?
O funcionamento do joelho depende de um equilíbrio refinado entre ossos, ligamentos e músculos estabilizadores. No curso de uma distrofia muscular, a degeneração muscular rompe esse equilíbrio. As principais consequências são: fraqueza do quadríceps femoral, fraqueza dos isquiotibiais, encurtamentos, contraturas e hiperextensão compensatória ( joelho recurvato ). O quadríceps femoral é o principal músculo do joelho. Quando ele enfraquece, o paciente perde a capacidade de manter o joelho estendido com segurança. Isso gera a famosa “marcha miosítica” ou instabilidade, onde o joelho pode dobrar subitamente durante um passo. Com a perda progressiva da força muscular, é comum que o paciente passe mais tempo sentado ou desenvolva padrões de caminhada compensatórios. Isso leva ao encurtamento dos músculos, principalmente dos isquiotibiais, resultando numa flexão persistente do joelho que dificulta a postura ereta. Para evitar que o joelho falhe devido à fraqueza do quadríceps, muitos pacientes “travam” a articulação para trás. Embora ajude na estabilidade momentânea, essa hiperextensão sobrecarrega os ligamentos posteriores, a cápsula articular e a cartilagem. Dor crônica no joelho e artrose são as consequências de se forçar a hiperextensão do joelho.

SINTOMAS
Os principais sintomas de distrofia muscular no joelho são: dificuldade para caminhar, marcha instável, fraqueza para estender o joelho, claudicação, dificuldade para subir escadas, dificuldade para se levantar de uma cadeira, falseios, quedas frequentes, atraso na fala e no desenvolvimento motor em crianças, dor na articulação, manobra de Gowers ( o paciente escala o próprio corpo para conseguir se levantar ), panturrilhas inchadas, cansaço muscular rápido e problemas cardíacos e respiratórios.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de distrofia muscular no joelho é o diagnóstico de qual distrofia muscular está afetando os músculos do joelho. Ele é feito pela história clínica completa do paciente, exame físico e exames complementares. Eletroneuromiografia, dosagem da enzima CK ( creatinofosfoquinase ), biópsia muscular, ressonância magnética do joelho e exames genéticos são os exames solicitados pelos médicos especialistas para diagnosticar uma distrofia muscular. Os exames genéticos confirmam o tipo exato de distrofia muscular do paciente. O diagnóstico costuma ser feito por um médico neurologista.
TRATAMENTO
Distrofias musculares ainda não têm cura definitiva. O tratamento da distrofia muscular do joelho foca em medicamentos para retardar a perda de força muscular, terapias gênicas, fisioterapia e suporte cardíaco e pulmonar. A fisioterapia é fundamental. Órteses podem ser necessárias em alguns casos. Exercícios físicos são importantes, mas exercícios errados ou em excesso podem piorar a fraqueza. Por isso os exercícios físicos para o joelho devem ser feitos sempre com orientação profissional de um fisioterapeuta ou educador físico.