
PATELECTOMIA
Patelectomia é o procedimento cirúrgico que consiste na ressecção parcial ou total da patela, o osso móvel localizado na frente do joelho. A patelectomia é um procedimento cirúrgico de exceção. É o último recurso, indicado em casos de lesões graves, tumores ou doenças degenerativas da patela. A patela desempenha um papel fundamental na biomecânica do joelho e na força da perna e a sua preservação, sempre que possível, deve ser tentada.
PATELECTOMIA
Patelectomia é uma intervenção cirúrgica que consiste na retirada parcial ou total da patela, o osso sesamóide localizado na frente da articulação do joelho. A função principal da patela é servir como uma polia, aumentando a eficiência do músculo quadríceps femoral para estender a perna. Atualmente, graças aos avanços da medicina regenerativa e das próteses de joelho, a patelectomia total é considerada uma técnica cirúrgica de exceção. Os médicos ortopedistas especialistas em joelho fazem o possível para preservar o osso, optando pela remoção apenas quando a reconstrução é tecnicamente impossível.
INDICAÇÕES
A decisão médica por uma patelectomia não é tomada de forma leve. Ela geralmente ocorre em cenários onde a estrutura óssea está comprometida além da possibilidade de recuperação. As principais indicações para uma patelectomia são: fraturas cominutivas graves, artrose patelofemoral grave, tumores ósseos e infecção óssea ( osteomielite ) recorrente. Nos casos de fraturas cominutivas graves a patela foi estilhaçada por um impacto muito forte em múltiplos fragmentos pequenos que não podem ser fixados por fios, placas e/ou parafusos. Existem casos raros de artrose patelofemoral onde a dor que o paciente sente é insuportável e a artroplastia não é indicada. Em casos de tumores ósseos na patela, o osso precisa ser totalmente removido para evitar a propagação da doença. Infecções ósseas envolvendo a patela, se persistentes, colocam em risco toda a articulação do joelho, motivo pelo qual a patela infectada pode precisar ser retirada.
TIPOS DE PATELECTOMIA
Existem duas abordagens principais para a patelectomia. Elas dependem da extensão do dano no osso. A patelectomia pode ser parcial ou total. Na patelectomia parcial o cirurgião remove apenas os fragmentos danificados, preservando a maior parte possível do osso sadio. Isso ajuda a manter parte da biomecânica original do joelho. Na patelectomia total o osso é removido por completo. Nesse caso, o cirurgião precisa realizar uma reconstrução do mecanismo extensor, unindo o tendão do quadríceps diretamente ao tendão patelar para que o paciente ainda consiga esticar a perna.

COMO FICA A VIDA DEPOIS DA PATELECTOMIA?
Como fica a vida do paciente que teve a patela removida? Será que ele consegue andar normalmente? A resposta é: sim! A patela funciona como uma alavanca e sua remoção altera a biomecânica do joelho. Sem a patela o mecanismo extensor do joelho perde cerca de 15% a 30% da sua força para estender a perna. Na prática, isso significa que o paciente precisará fazer mais esforço quando precisar subir e descer escadas, agachar, ajoelhar e se levantar de cadeiras. Esse esforço extra poderá causar fadiga muscular rápida do músculo quadríceps.
FISIOTERAPIA
A reabilitação do joelho após a patelectomia é uma fase crítica e importante da recuperação do paciente. Se a patela, os músculos da coxa precisam trabalhar em dobro para compensar a perda de força da alavanca óssea. Fortalecer o quadríceps, melhorar a amplitude dos movimentos do joelho e treinar a marcha são os objetivos da fisioterapia depois da ressecção da patela.
RISCOS
A patelectomia é uma cirurgia de grande porte e o procedimento envolve riscos de infecção, trombose e rigidez permanente. Além disso, a ausência da patela pode acelerar o desgaste entre o fêmur e a tíbia a longo prazo devido à mudança na distribuição de carga na articulação. A patelectomia é um procedimento de resgate, reservado para casos onde a preservação da patela traria mais dor ou complicações ao paciente. Com o acompanhamento médico adequado e uma dedicação rigorosa à fisioterapia, é perfeitamente possível manter uma vida ativa e funcional.